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CAPÍTULO I

O MUNDO DOS ESPÍRITOS

III – As faculdades dos anjos

Chamamos de potências ou faculdades da alma à inteligência e a vontade. São, como se costuma dizer, as duas asas que levam à alma para o alto. O espírito angélico, da mesma forma, possui as duas asas, como de outra forma não poderia ser, pois são o complemento necessário de todo ser espiritual. Nele, elas são mais potentes e velozes, visto que um anjo é um espírito puro. Entre a inteligência e a vontade humana, e a inteligência e a vontade angélica, existe a mesma diferença que entre as asas de um inseto, e as asas de uma majestosa águia.

Nosso conhecimento dos anjos não seria possível senão pela via de comparação com nós mesmos; ao estudarmos a inteligência humana reconheceremos suas imperfeições, e compreenderemos que nos são próprias, poderemos então afastar o pensamento de fazer em nós a inteligência angélica, e só assim conseguiremos com sucesso pensar com certa clarividência, segurança e profundidade.

O espírito humano está como que adormecido durante a infância; ele se acorda impressionado com as imagens das coisas sensíveis; e, no começo, só lhe é acessível as impressões de prazer e dor. Então a razão desperta: o homem toma consciência de si mesmo, ele adquire a idéia de um bem que não prazer, de um mal que não é uma dor; ele passa ao estado de ser moral. Sua mente começa a se abrir gradualmente, e procura penetrar à verdade em todas as coisas; auxiliado pela aprendizagem social, ele enxerga claramente que, além do mundo material, há um mundo acessível apenas ao pensamento; esse mundo ele se esforça por adentrar, e ali fazer morada. Como esta formação é longa! Como estes questionamentos estão sujeitos ao erro! E mesmo nas concepções que ele laboriosamente adquire sobre as coisas espirituais, o homem acaba por deparar-se com obstáculos aparentemente intransponíveis. Unido a um corpo, seu pensamento necessita de um ponto de referência no mundo sensível para lançar-se no mundo intelectual.

Tais imperfeições não existem na inteligência angélica.

Puro espírito, o anjo não conhece a letargia de um espírito no corpo. Sua inteligência nunca dormiu, nem dormirá: desde o primeiro momento de sua existência, ela produziu seu ato, ela se jogou no esplendor do mundo intelectual, que era seu próprio elemento.

Não houve nos espíritos angélicos a formação intelectual. Deus os deu, juntamente com sua natureza, as idéias-mãe de todas as ciências. E bastava um piscar de olhos para os anjos tomarem posse por completo de um determinado campo da ciência que lhes fosse aberto ao aprofundamento, como basta ao homem um piscar de olhos para estar na eminência de abraçar um vasto horizonte.

Isso não significa dizer que a ciência de um anjo não pode ser aumentada; mas ela se expande, sem esforços, nos objetos que lhe são apresentados, e que estão ao alcance de sua visão.

Santo Tomás não teme em afirmar que, compreendida em si mesma e em relação a seu objeto, esta ciência está imune a todo erro; porque de uma só vez ela vai ao íntimo do objeto, e o contempla em todas as suas qualidades. Ela não atua de fato por um raciocínio laborioso, mas sim por meio de uma intuição segura de si mesma. Onde pode errar o espírito angélico é apenas em relação às coisas sobrenaturais e divinas que não fazem parte de sua esfera.

Enfim, a ciência dos anjos é uma ciência pura, ou seja, livre de qualquer imagem sensível que possa lhe enfraquecer a pureza e o vigor de seu intelecto. O anjo conhece a tudo espiritualmente; ao passo que o homem conhece a tudo materialmente, mesmo as coisas espirituais. A diferença é tremenda, como veremos.

A diferença é tão grande que Santo Tomás diz existir uma distância maior entre o conhecimento de um anjo e a do homem mais sábio do mundo, que a distância que há entre o conhecimento do homem mais sábio do mundo e o do mais ignorante. Comparemos três exemplos: um anjo, Santo Tomás e um iletrado. O anjo estará num grau imensamente mais elevado em relação a Santo Tomás, que o próprio Santo em relação a o iletrado. Poderíamos dar um melhor exemplo da idéia da transcendência da ciência angélica?

Ó Santos Anjos, águias sublimes das montanhas da eternidade, que se banham no esplendor que emana do Verbo, há, no entanto, um dom preferível à vossa ciência, e este dom cabe ao homem como a vós: é a caridade.

Consideremos agora à vontade angelical – A vontade segue à inteligência, e inclina o espírito ao objeto cuja beleza lhe é revelada. A inteligência é tateante, assim como a vontade humana é hesitante; a vemos agarrar-se a um objeto, para depois abandoná-lo; ela é livre, mas sua liberdade é limitada, diminuída pelo impulso das paixões, que nasce do apetite sensual.

Se, como vimos, a inteligência angélica difere da inteligência humana pela prontidão e segurança de seus conceitos, a vontade dos anjos difere da nossa por sua energia e a inabalável tenacidade de suas resoluções.

O anjo é incontestavelmente livre; e sua liberdade é mais clara que a nossa, estando acessível à atração apenas das coisas transcendentes. Ela não experimenta as questiúnculas, essas flutuações, que resultam das tendências opostas que nascem do espírito e da carne.

Estando livre e superiormente livre, o anjo estabelece para si mesmo esta ou aquela meta. Mas ele se determina com uma tal força de vontade, tão absoluta, que sua determinação se torna irrevogável.

Mas isso não faz do anjo impecável. É um privilégio da natureza divina o de não poder pecar. Todo ser criado pode distanciar-se de seu criador, assim como, pela graça, pode se aperfeiçoar aproximando-se dEle.

Estes conceitos são necessários para esclarecer nosso assunto. Nós iremos em breve discutir o grande drama da queda dos anjos. Mas primeiramente contemplemos o esplendor de sua criação.

Por Dom Bernard-Marie MARÉCHAUX

Do dever de vestir-se com modéstia

Na lateral direita do blog está disponível um novo arquivo para download. Trata-se do livreto “Do dever de vestir-se com modéstia”, no qual apresentamos, numa série de perguntas e respostas, um resumo dos argumentos a favor da prática de tão esquecida virtude.

Assim como o folheto do “Método de assistir à Santa Missa pela meditação da Paixão”, o arquivo está organizado de forma que as páginas pares sejam impressas no verso das páginas impares.

Desde o dia 9 de novembro é possível fazer, através do site do Vaticano, uma excelente visita virtual à Basilica de São João de Latrão – Catedral do Papa e a mais antiga das quatro basílicas maiores. O trabalho foi feito pela Villanova University da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e colocado no site como parte das celebrações da festa da Dedicação da Basílica. Com zooms e giros de 360 graus para os lados, para cima e para baixo, é possível explorar muitos detalhes da igreja com grande nitidez. Divirtam-se.

Sobre a pronúncia do latim

É bem conhecido no meio católico tradicional o esforço feito pelos papas do início do século XX para que em toda a parte o latim usado em celebrações litúrgicas fosse pronunciado ao modo de Roma. Já no seu Motu Proprio Tra Le Sollecitudine, no qual procurava restaurar o uso do canto gregoriano, que fazia algum tempo vinha sendo largamente substituído por composições polifônicas renascentistas, o Papa São Pio X escrevia:

O texto litúrgico tem de ser cantado como se encontra nos livros aprovados, sem posposição ou alteração das palavras, sem repetições indevidas, sem deslocar as sílabas, sempre de modo inteligível.

O recado parecia dirigir-se especialmente aos franceses, que por causa das peculiaridades da pronúncia do seu idioma nativo, quando estas eram aplicadas ao latim acabavam prejudicando o ritmo e a melodia dos cantos gregorianos e eram necessárias certas adaptações para corrigir esses desvios. É claro que a França, sempre orgulhosa das suas coisas, não se rendeu fácil, e vários movimentos em defesa da pronúnica francesa do latim se ergueram no país. Entre os personagens fiéis ao desejo do papa, se destacou a figura do então Arcebispo de Bourges, Louis Dubois, depois promovido a Cardeal-Arcebispo de Paris, a quem São Pio X escreveu uma carta em 1912, reconhecendo o seu esforço e justificando mais uma vez a sua vontade de que a pronúnica romana fosse usada em todo lugar. Diz o papa na carta:

Sua carta de 21 de junho passado, como também aquelas que Nós recebemos de um grande número de piedosos e distintos católicos franceses, Nos tem mostrado, para Nossa grande satisfação, que desde a promulgação do Nosso Motu Proprio de 22 de novembro de 1903, sobre a música sacra, um grande zelo tem sido demonstrado nas diversas dioceses francesas para fazer com que a pronúnica da língua latina se aproxime cada vez mais daquela usada em Roma e que, em conseqüência, seja mais perfeita, de acordo com as melhores regras da arte, a execução das melodias gregorianas, trazidas outra vez por Nós à sua antiga forma tradicional. Vossa Excelência mesma, quando ocupava a Sé de Verdun, se engajou nesta reforma e fez algumas proveitosas e importantes regulações para assegurar o seu sucesso. Nós soubemos igualmente, com real satisfação, que esta reforma já está se propagando para muitos lugares e foi introduzida com sucesso em muitas catedrais, seminários, universidades e até mesmo em simples Igrejas rurais. A questão da pronúncia do latim está intimamente ligada à restauração do Canto Gregoriano, sempre presente nos Nosso pensamentos e recomendações desde o início do Nosso pontíficado. O acento e a pronúnica do latim tiveram grande influência na formação rítmica e melódica da frase gregoriana e portanto é importante que essas melodias sejam reproduzidas da forma como elas forma concebidas artisticamente na sua origem. E, por fim, a difusão da pronúncia romana terá a vantagem adicional, como Vossa Excelência bem lembrou, de consolidar cada vez mais o esforço de unidade litúrgica na França, uma unidade a ser realizada pelo feliz retorno à liturgia romana e ao canto gregoriano. Por essa razão, Nós desejamos que o movimento de retorno à pronúncia romana do latim continue com o mesmo zelo e sucesso consolador que marcou o seu progresso até então.

Dezesseis anos mais tarde, foi a vez do Papa Pio XI escrever ao agora Cardeal Dubois de Paris:

Nós também muito estimamos o seu plano de impelir a todos os que ficam sob a sua jurisdição a pronunciar o latim mais ao estilo romano. E não satisfeitos, como os Nossos predecessores de feliz memória Pio X e Bento XV, em simplesmente aprovar essa pronúncia do latim, Nós expressamos o mais forte desejo de que todos os bispos de todas as nações a adotem nas celebrações litúrgicas.

Diante dessa vontade claramente expressa pelos papas de que nas cerimônias litúrgicas se adote a pronúnica romana, torna-se interessante que todos os fiéis tradicionais a conheçam. Especialmente no Brasil, que possui o costume largamente difundido das Missas dialogadas, quase excluindo as Missas simplesmente rezadas, os fiéis precisam lidar, a cada Missa, com a pronúncia do latim. Portanto, para a utilidade dos leitores deste blog, passaremos a descrever a seguir como pronunciá-lo de acordo com o jeito romano:

1. AS VOGAIS

- As vogais /a/, /i/ e /u/ não oferecem nenhuma dificuldade, pronunciam-se como no português.

- Já as vogais /e/ e /o/ necessitam de alguma atenção, pois elas devem ser pronunciadas sempre abertas. Assim, por exemplo, a palavra “Domine” se diz /-mi-né/ e não /-mi-nê/, e a palavra “Deus” se fala /-us/ e não /-us/ como no português.

- No latim não existe nasalização de vogais, portanto este é outro cuidado que devemos observar. Por exemplo, “campus” se diz /-m-pus/ e não /-pus/. Para quem tem o português como língua nativa, evitar as nasalizações talvez seja uma das poucas grandes dificuldades que o latim oferece.

- /ae/ e /oe/ se pronunciam também como um /e/ aberto, exceto quando o acento tônico recair sobre o /e/, como na palavra “poeta”, onde a letra /o/ também precisa ser dita.

- Devemos tomar cuidado também com as vogais fantasmas, que são muito comuns na pronúncia do português. Todas as consoantes precisam ser pronunciadas, sem que se enfie uma vogal inexistente na palavra. “Spiritus” não é a mesma coisa que “espiritus” ou “ispiritus”, e “omnes homines” é uma expressão que contém duas palavras que deveriam ser pronunciadas de maneira levemente diferente, já que em “omnes” não existe nenhuma vogal entre o /m/ e o /n/.

2. AS CONSOANTES

- As consoantes /b/, /f/, /m/, /n/, /p/, /q/ e /v/ pronunciam-se como no português.

- A letra /q/ merece apenas uma pequena observação pois ela sempre vem seguida da vogal /u/, e este /u/ pronuncia-se sempre, mesmo nas sílabas /que/ e /qui/, que se dizem /kué/ e /kui/.

- Já vimos que no latim não existem vogais nasalizadas, portanto o /m/ e o /n/ devem ser bem pronunciados. Expressões como, por exemplo, “ad Dominum Deum Nostrum” devem ter o /m/ final de cada palavra bem claro, sem que a vogal que o antecede seja nasalizada.

- O /p/ seguido de /h/ tem som de /f/, como em “philosophia”.

- /ca/, /co/, /cu/, /ga/, /go/ e /gu/ se falam como no português. Já /ce/, /ci/, /ge/ e /gi/ se dizem /tché/, /tchi/, /djé/ e /dji/.

- O /ch/ tem sempre som de /k/.

- /gn/ tem som de /nh/. “Agnus” = /a-nhus/.

- Sobre o /d/ e o /t/, primeiramente devemos notar que a maioria dos brasileiros pronuncia as sílabas /ti/ e /di/ como /tchi/ e /dji/. Isso naturalmente precisa ser eliminado da pronúncia latina. Em latim /ti/ e /di/ é /ti/ e /di/, sem nenhum som de espirro. Até porque, como nós vimos, os sons /tchi/ e /dji/, no latim, se escrevem /ci/ e /gi/, e portanto o /t/ e o /d/ não podem ser pronunciados da mesma maneira, sob o risco de causar alguma confusão.

- A sílaba /ti/ também tem uma outra peculiaridade. Quando ela vier seguida de uma vogal e não for antecedida por um /s/, ela se pronuncia /tsi/. Como exemplo, “gratia” se diz /gra-tsia/, enquanto “hostia”, se fala /hos-tia/ mesmo. A palavra “laetitia” seria portanto pronunciada como /lé-ti-tsia/ – lembre-se que /lé-ti-tsia/ não é a mesma coisa que /lé-tchi-tsia/.

- O /h/ é mudo, exceto quando vier entre dois /i/, quando ele adquire o som de /k/. “Mihi” se lê /mi-ki/.

- O /j/ tem som de /i/.

- O /l/ é sempre pronunciado, mesmo que ele não tenha nenhuma vogal depois de si. No português, quando isso acontece, o /l/ vira um /u/. Mas não pode acontecer o mesmo no latim.

- O /r/ não pode ser nunca aquele /r/ aspirado “carioca”, como é na maior parte do Brasil. A pronúncia do /r/ deve se fazer sempre vibrando a ponta da língua atrás dos dentes. O /rr/ também se fala vibrando a língua, só que de forma mais forte e prolongada. Acredito que o /r/ deve ser a maior dificuldade na pronúncia do latim para os brasileiros, pelo menos para aqueles que estão acostumados com o /r/ aspirado.

- A letra /s/ se pronuncia como no português. Isso vale inclusive para o fato de que quando esta letra estiver entre vogais, ela também tem som de /z/, como acontece na nossa língua. Dessa forma, por exemplo, a palavra “miserere” se diz /mi-zé--ré/ – recorde-se que o /e/ é aberto, não fique dizendo /mi-zê--rê/. Mas o /s/ não pode ser “chiado”, como é na maior parte do Brasil, deve ser sempre o /s/ sibilado, /s/ de cobra, /s/ paulista, ou seja lá como você conhece este /s/.

- /sce/ e /sci/ tem som de /ché/ e /chi/.

- O /x/ tem sempre o som de /ks/. Mas o /xc/ se pronuncia /kch/, como, por exemplo, em “excelsis”.

- A consoante /y/, que aparece em algumas palavras de origem grega, se pronuncia como um /i/.

- Por fim, a letra /z/ pode soar como /dz/ quando inicia uma palavra ou /ts/ quando se encontra no meio dela.

CAPÍTULO I

O MUNDO DOS ESPÍRITOS

II – A natureza angélica

Peçamos aos anjos, essas criaturas mais inefáveis que o vento, mais fulgurantes que o relâmpago, que se ponham um instante diante de nós, para que possamos apreender algo de sua aparência deslumbrante.

Existem três tipos de espírito: o espírito humano, o espírito angélico e o espírito divino criador de todas as coisas. Esses espíritos se movem em três esferas que podemos chamar concêntricas. A primeira esfera, cujo raio é o mais curto, é a da inteligência humana. A segunda, que envolve a primeira, incomparavelmente maior e mais elevada, é a aquela habita e preenchida pela natureza angélica. Por fim, a terceira, contendo as outras duas e de dimensão infinita, é a esfera de luminosidade inacessível, lugar próprio de Deus Criador, da Santíssima Trindade.

O conhecimento do homem, por si mesmo, confinado na esfera em que habita. Tem por seu terreno próprio às coisas humanas. Não que não possa elevar-se além da razão; mas não possui a visão clara e nítida do mundo dos espíritos. Quando procura formular uma idéia, imagens de coisas sensíveis vêm interpor-se entre os olhos da alma e os objetos puramente espirituais; e os distinguem muito confusamente, como se visse um objeto distante através de uma barreira pouco translúcida. Em poucas palavras, para conhecer a Deus perfeitamente, seria preciso ser o próprio Deus; para conhecer aos anjos perfeitamente, seria preciso ser um anjo. O homem que desejar penetrar nos segredos da natureza angélica, ficará sempre aquém da verdade. Ele será como um astrônomo que explora os espaços de luz onde se movem os astros. Poderia orgulhar-se de ter um conhecimento absolutamente exato? De forma alguma. São tais contemplações estéreis, tais observações inúteis? Seria errado de assim o pensar.

De toda forma, apesar da imperfeição que, a priori, nos detém na investigação a respeito dos anjos, elas não deixam de serem frutíferas e dulcíssimas.

Ao reduzirmos o anjo a um tamanho quase humano, descobrimos nele o reflexo de uma beleza ideal, que vem diretamente de Deus, Daquele que São Gregório de Nazianzo de primeira Luz, de primeiro Esplendor: “Os anjos, disse o santo, são como um fluxo, um riacho da primeira Luz; são os segundos esplendores, ao serviço do primeiro Esplendor”.

O anjo é um puro espírito, eis sua definição.

Ele não é composto de duas substâncias associadas em uma unidade de natureza como nós. Deus não o fez, segundo a enfática expressão de São Gregório Magno, uma mistura inexplicável de espírito e lama: investigabili dispositione miscuit spiritum et lutum. Se ele não possui um corpo material e pesado, tem então um corpo sutil e etéreo, um corpo fluído e imponderável. É uma substância espiritual pura, que não admite mistura com elementos corporais, mesmo o mais intocável.

Alguns Padres cogitaram que os anjos possuíam corpo, mas, de toda forma, um corpo fluído e luminoso. Talvez suas expressões tenham sido tomadas muito literalmente. Eles pareciam reservar a Deus, e a Deus somente, a qualificação de espírito puro. Para eles, tudo que é limitado é, por definição, corporal. Todavia, uma questão que Santo Agostinho com sua insigne modéstia havia contestado, teve sua definição como doutrina oficial da Igreja apenas com o passar dos séculos; hoje não há mais espaço para a dúvida: o anjo não possui nada de corporal, é um puro espírito.

Mas não o anjo não deixa de ser um espírito criado, infinitamente distante daquele puro Espírito que é o Espírito Criador. Espírito Criador, espírito criado, há entre essas duas expressões uma diferença tamanha que só podemos explicar comparando um ser vivente e uma imagem inanimada. Se por sua qualidade de espírito o anjo aproxima-se de Deus, por sua qualidade de espírito criado aproxima-se de nós, e ele está bem próximo de nós, de forma que a distância que o separa de Deus é incomensurável.

Espírito puro, espírito criado, assim se nos apresenta a meditação da natureza angélica.

E, enquanto puro espírito, se oferece a nós num caráter de unidade, simplicidade, permanência, e, ao mesmo tempo, de perspicácia, de vigor e energia. A natureza angélica é como o diamante, permeável à luz, mas resistente ao aço e a todo solvente; porque onde não há uma substância composta, não há dissolução possível. Ela se compara adequadamente a uma luz sutil, que a tudo penetra, e a qual nada pode resistir. Ela é mais rápida que o espírito das tempestades, que a própria eletricidade, as distâncias não são nada para ela. Ela é toda olhos, como aqueles animais misteriosos sob os quais os símbolos o profeta Ezequiel nos representou os mensageiros divinos. Ela pode, num piscar de olhos, mover céus e terra, como por muitas vezes nos mostra o Apocalipse. Todas estas propriedades maravilhosas são conseqüências da espiritualidade dessa natureza.

Enquanto espírito criado, ela se apresenta a nós como essencialmente restrita e limitada: restrita em sua própria essência, restrita em seu poder, restrita ao campo de suas operações. Vamos tentar, mais a frente, determinar quais são esses limites, nos quais se desenvolve o poder maravilhoso dos anjos. Por enquanto estudemos suas faculdades.

CAPÍTULO I

O MUNDO DOS ESPÍRITOS

I – A existência do mundo dos espíritos

Existe um mundo invisível, composto por estes puros espíritos que chamamos de anjos? Santo Tomás de Aquino nos responde.

Os anjos, diz o doutor angélico, não possuem a característica de serem necessários. Estritamente falando, Deus poderia criar o universo material; e o tendo criado, poderia governá-lo e administrá-lo por Si só, sem quaisquer intermediários. A criação dos anjos não era, portanto, necessária Àquele que de ninguém precisa e cuja virtude a tudo preenche.

Assim sendo, a razão não pode demonstrar, por um argumento rigoroso, a existência do mundo angélico; mas ela pode chegar em certa medida ao conselho da sabedoria divina que, ao organizar o universo, determinou que o mundo angélico lhe formaria parte.

Que o homem considere a si mesmo; reconhecerá então que é espírito e matéria, forjados conjuntamente em uma unidade de ser. Enquanto ser material não está sozinho; ocupa o grau mais elevado de uma cadeia que vai da matéria inanimada ao ser vivente. Por que estaria isolado enquanto ser espiritual? Por que não ocuparia ele o grau mais baixo de uma série ascendente de seres inteligentes e livres que, no limiar da criação material, gravita em direção à semelhança divina?

Se o homem considerar em particular sua inteligência, constatará que é, de certa forma, embrionária. Sua ação ocorre dependentemente de sua imaginação e de seu cérebro; ela não brota com clareza de sua faculdade intelectual. Mas o que é imperfeito supõe o que é perfeito. Acima de nosso espírito obscuro e tateante, deve haver espíritos vivos em plena luz, totalmente livres das condições materiais, nos quais o ato intelectual se produza com toda a perfeição que lhes é cabida. É através desse argumento que Santo Tomás chega a estabelecer a suprema conveniência da criação de seres puramente imateriais na ordem geral do mundo. E ele não hesita em afirmar que a perfeição do universo requer tal criação.

Então a existência do mundo angélico nos aparece, se não como absolutamente necessária, ao menos, como enormemente conveniente e eminentemente harmônica.

Mas tal existência pode ser constatada experimentalmente. Podemos ver as provas, historicamente incontestáveis, que em todas as épocas se produziu numerosos fatos de manifestações sensíveis de anjos e demônios. As páginas das vidas dos santos estão cheias; e as histórias profanas fornecem sua cota nesse tipo de fenômeno. Hoje mesmo o mundo dos espíritos a todo observador simplesmente imparcial; e, infelizmente, isso se faz notar muito mais pelo seu aspecto obscuro e maléfico, que por seu aspecto luminoso e saudável. A não ser por intervenção de seres inteligentes e invisíveis, como explicar os fenômenos perturbadores do espiritismo, como explicar as mesas de necromancia? Os espíritos envolvidos nesses experimentos são relatados como maliciosos e perversos; mas, se há maus espíritos, há necessariamente bons espíritos.

Vemos ainda que a crença universal da humanidade vem para corroborar com estes fatos de comum. A existência de um mundo imaterial que cerca nosso mundo material por todos os lados, e que o permeia até suas nascentes interiores; a existência dos anjos, com a distinção entre espíritos bons e maus, é destas verdades que chamamos de tradicionais, porque a encontramos entre todos os povos, mesmo observando a mais remota antiguidade. Os gregos, sob os pórticos dos templos, acreditavam em semideuses, em espíritos, em demônios; os selvagens, mesmo em sua grosseria, acreditavam nos espíritos.

Assim também crê o cristão; mas nele a crença universal, graças à fé, tornou-se certeza. A existência de anjos é afirmada em muitas passagens das Sagradas Escrituras; a todo o momento aparecem em cena como mensageiros de Deus. E se havia ainda qualquer dúvida a respeito dessa verdade o concílio de Latrão a declarou solenemente em sua profissão de fé: Deus fez, no começo, do nada, dois tipos de criatura; a espiritual e a corporal, então o homem é composto tanto de uma como da outra. O texto é claro. A existência do mundo dos espíritos é verdade entrevista pela razão, verdade experimental, verdade tradicional, e um dogma de fé.

Dom Bernard-Marie MARÉCHAUX

Iniciaremos hoje uma série de posts com a tradução da pequena obra “O MUNDO DOS ESPÍRITOS – Anjos e Demônios”, de Dom Bernard-Marie MARÉCHAUX. E esperamos com isso ajudar a trazer um pouco de luz a respeito de um tema sobre o qual atuam muito fortmenete as insídias do falso misticismo.

PREFÁCIO

Hoje as questões do além, do mundo invisível, atiçam e estimulam grandemente a curiosidade.

Já se passou o tempo em que o materialismo dominava nas escolas. Se ainda há partidários, seu número está em crescente declínio e seu tom já não é tão autoritário. Produziu-se uma reação no sentido espiritualista. A alma humana, por tanto tempo reprimida, reivindicou seus direitos. Ela despertou para tomar consciência de si mesma: o senso íntimo a proclama um espírito, sendo um ser pensante; há, portanto, algo mais no mundo além da matéria e suas energias cegas.

Ela é um espírito; mas existem outros espíritos além da alma humana? Existem espíritos completamente independentes da matéria? Estes espíritos se relacionam conosco? De que natureza é esta relação? Tais são as complexas questões que nos são impostas.

A isso responde a fé: sim, existe além do mundo material um mundo espiritual, e esse mundo é de uma magnificência inigualável, e há uma estreita relação entre os dois mundos. Não se arrisque em aventuras sem guia por essas regiões misteriosas; elas devoram os incautos e imprudentes que se expõem a uma curiosidade mórbida. Sigam a minha tocha; graças a sua luz vocês poderão explorar sem medo, com grande proveito e prazer verdadeiro.

Tomem a tocha, que se faz brilhante com o ensinamento dos mestres, em particular de Santo Tomás de Aquino; e adentremos no tema.

É importante, no entanto, traçar às linhas-guia. Examinemos o mundo angélico em sua constituição, na criação, na profunda divisão que se produziu nele. Estudemos em seguida qual a sua influência e o modo de ação dos espíritos sobre os corpos. Por fim, partamos para definir as características da ação própria dos anjos bons e dos demônios.

Em resumo:

O mundo dos espíritos;

O modo de ação dos espíritos;

A ação angélica e a ação demoníaca;

Assim se dividirá nosso trabalho, antes de qualquer dogmática.

Bento XVI visitará Fátima em 2010

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Em nota da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) divulgada pela Agência Ecclesia: “A Secretaria de Estado do Vaticano acaba de nos comunicar que Sua Santidade Bento XVI aceitou o convite dos Bispos portugueses e de Sua Excelência o Presidente da República para visitar Portugal. Sua Santidade presidirá às cerimónias do dia 13 de Maio de 2010, em Fátima, aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora”.

Rezemos pelo triunfo do Imaculado Coração de Maria.

Reunião recente pode significar ponto de virada

Por Robert Moynihan

WASHIGTON, D.C., 21 de setembro de 2009 (Zenit.org) – Às vezes não há fogos de artifício. Pontos de virada podem passar em silêncio, quase imperceptíveis.

Pode ser assim com o “Grande Cisma”, a mais séria divisão na história da Igreja. O fim do cisma pode ser mais rápido e repentino do que se imagina.

No dia 18 de setembro, em Castel Gandolfo, residência de verão do Papa, localizada cerca de 30 milhas fora de Roma, um Arcebispo Ortodoxo Russo chamado Hilarion Alfeyev, 43 (um acadêmico, teólogo, especialista em liturgia, compositor e amante da música), encontrou-se com Bento XVI, 82 (também acadêmico, teólogo, especialista em liturgia e amante da música), por quase duas horas, segundo fontes. (Não há ainda nenhuma fonte “oficial” sobre a reunião – a Santa Sé não publicou ainda um comunicado sobre a reunião).

O silêncio sugere que o que se passou é de grande importância – talvez seja tão importante que a Santa Sé achou prudente não revelar os assuntos discutidos.

Mas há vários “sinais” de que o encontro foi bastante harmonioso.

Se for verdade, esse encontro de 18 de setembro talvez tenha marcado um ponto de virada nas relações entre a “Terceira Roma” (Moscou) e a “Primeira Roma” (Roma) – separadas desde 1054.

O Arcebispo Hilarion esteve em Roma por cinco dias na semana passada como representante do novo Patriarca Ortodoxo Russo Kirill de Moscou.

Uma pessoa chave com quem encontrou-se o Arcebispo Hilarion foi o Cardeal Kasper. No dia 17 de setembro, o Cardeal disse à Rádio Vaticano que ele e o Arcebispo Hilarion tiveram uma “conversa muito tranqüila”.

Cardeal Kasper revelou algo um tanto surpreendente: que ele havia sugerido ao arcebispo que as Igrejas Ortodoxas formassem um tipo de “conferência episcopal no nível Europeu” que constituísse um “parceiro direto de cooperação” em futuras reuniões.

Isso seria um passo revolucionário na organização das Igrejas Ortodoxas.

Encontro Papa-Patriarca?

Cardeal Kasper disse que um encontro entre o Papa e o Patriarca não estava ainda em agenda, e que ao ocorrer não seria em Roma nem em Moscou, mas em algum lugar “neutro” (Hungria, Áustria e Bielorússia são possibilidades).

O Arcebispo Hilarion ele mesmo revelou muito de como estava sendo sua visita a Roma quando encontrou-se no dia 17 de setembro (antes da reunião com o Papa) com a comunidade Sant´Egidio, um grupo católico da Itália conhecido por seu trabalho junto aos pobres de Roma.

“Vivemos em um mundo descristianizado, em uma época que muitos definem – erroneamente – como pós-cristã”, disse o Arcebispo Hilarion. “A sociedade contemporânea, com seu materialismo prático e seu relativismo moral, é um desafio para nós todos. O futuro da humanidade depende da nossa resposta… Mas do que nunca, nós Cristãos devemos permanecer juntos”.

Uma informação da Interfax, agência de notícias do Patriarca de Moscou, revelou que no dia 18 de setembro o Arcebispo Hilarion falou com Papa a respeito da “cooperação entre a Igrejas Russa Ortodoxa e a Católica Romana na área dos valores morais e da cultura” – particularmente durante os “Dias da Cultura Espiritual Russa”, um tipo de exposição com palestras que ocorrerá em Roma durante a primavera de 2010. (Diz-se até mesmo que o Papa pode comparecer a tal exposição).

Como lembrança da visita, o Arcebispo Hilarion deu ao Papa uma cruz peitoral, feita em oficinas da Igreja Ortodoxa Russa, segundo a Interfax.

Hoje, informação da Interfax nos proveu com os comentários de Hilarion em sua visita às catacumbas de S. Calixto.

“Negados pelo mundo, longe de olhos humanos, bem abaixo do chão em cavernas, os primeiros Cristãos Romanos realizaram uma proeza de orações”, disse Hilarion. “A vida deles trouxe frutos de santidade e de martírio heróico. A Santa Igreja foi construída sobre seu sangue derramado por Cristo”.

Mas depois a Igreja saiu das catacumbas, mas a unidade cristã perdeu-se, disse ainda o arcebispo.

O Arcebispo Hilarion disse que todas as divisões são decorrentes dos pecados dos homens, enquanto que a unidade cristã só será recuperada pela via da santidade.

“Cada um de nós, conscientemente realizando a tarefa que a Igreja nos deu, somos pessoalmente chamados para contribuir com o tesouro de santidade Cristã e alcançar a unidade Cristã ordenada por Deus”, completou o arcebispo.

Um novo relatório da Interfax trouxe-nos hoje informações sobre a reunião com o Papa.

Influência Crescente

“Durante conversa com o Papa Bento XVI, o Arcebispo Hilarion de Volokolamsk ressaltou a condição dos fiéis Ortodoxos na Ucrânia ocidental onde três dioceses Ortodoxas foram quase que eliminadas por ação coerciva de Católicos Gregos no fim dos anos 80 e início dos 90”, relata a Interfax.

O Arcebispo Hilarion “declarou a necessidade de medidas práticas para melhorar a situação na Ucrânia ocidental”, nos território das dioceses de Lvov, Ternopol e Invano-Frankovsk, segundo relatório.

Enquanto isso, na própria Rússia, a influência da Igreja Ortodoxa Russa, sob a liderança do Patriarca Kirill, parece crescer, mas não sem oposição.

A crescente influência de Kirill em assuntos legislativos tem encontrado resistência dos “siloviki”, forças ligadas à antiga KGB.

Segundo artigo publicado no semanário russo Argumenty Nedeli, escrito por Andrey Uglanov a extraordinária atividade de Kirill tem atraído a atenção de muitos que não gostam de ser questionados, muito menos desafiados. E isso tem se tornado o “maior problema” de Kirill.

Esses “siloviki”, diz Uglanov, sentiram-se ofendidos pelas ações “anti-stalinistas e anti-bolchevistas” de Kirill, incluído sua aparição junto ao monumento da pedra de Solovetsky (pedra retirada de antiga Gulag soviética) na praça de Lubyanka em Moscou justamente no Dia de Memória das Vítimas da Repressão Política.

Dentro desse contexto, a visita de Hilarion a Roma toma uma importância ainda maior.

A Igreja Ortodoxa Russa é uma potência dentro da própria Rússia, mas enfrenta oposição e precisa de aliados.

A visita de Hilarion, então, pode ter ramificações maiores que superar o “Grande Cisma”, mas transformando também o futuro cultural, religioso e político da Rússia, e de toda a Europa.

É extremamente significativo, portanto, que Hilarion, “ministro de relações exteriores” de Kirill, compartilhe alguns dos maiores interesses de Bento XVI: a liturgia e a música.

“Aos 15 anos de idade eu entrei pela primeira vez no santuário do Senhor, o Santo dos Santos da Igreja Ortodoxa”, escreveu certa vez Hilarion sobre a liturgia. “Mas foi apenas após minha entrada no altar que a ‘Theourgia’, o mistério, e o ‘baquente da Fé’ teve início, e que continua até hoje”.

“Após minha ordenação, vi meu destino e principal chamado em celebrar a Divina Liturgia. De fato, tudo mais, como sermões, atividades pastorais e estudos teológicos foram centrados ao redor do ponto principal de minha vida – a litgurgia”.

Liturgia

Essas palavras parecem ecoar às impressões do Papa Bento XVI, que escreveu que as Liturgias do Sábado Santo e do Domingo de Páscoa quando era ainda criança na Bavária foram formativas para todo o seu ser, e que seus escritos sobre liturgia (um de seus livros é intitulado “Banquete da Fé”) é para ele a mais importante de suas incursões acadêmicas.

“As celebrações divinas Ortodoxas são tesouros de valor incalculáveis que devem ser guardados com cuidado”, escreveu Hilarion. “Tive a oportunidade de presenciar tanto a celebrações protestantes quanto católicas, que foram, com raras exceções, muito decepcionantes… Desde as reformas do Concílio Vaticano II, as celebrações nas Igrejas Católicas tornaram-se muito pouco diferentes das protestantes”.

Novamente, as palavras do Arcebispo Hilarion parecem ecoar as preocupações de Bento XVI. O Papa deixou claro desejar reformar a liturgia da Igreja Católica, preservando o conteúdo da antiga liturgia, e que hoje corre o risco de se perder.

Hilarion citou o Ortoxo S. João de Kronstadt aprobativamente. Assim escreveu S. João de Kronstadt: “A Igreja e o seu culto divino são a encarnação e realização de tudo no Cristianismo… É a divina sabedoria, acessível aos simples, amáveis corações”.

Essas palavras recordam as do Cardeal Joseph Ratzinger, agora Bento XVI, que costumava dizer que a liturgia é a “escola” para os Cristãos simples, transmitindo as profundas verdades da fé até mesmo aos iletrados por meio das orações, gestos e hinos.

Hilarion tem sido reconhecido recentemente por suas composições, em especial para Natal e Sexta-Feira Santa, celebrando o nascimento e a paixão de Jesus Cristo. Essas obras foram apresentadas em Moscou e no Ocidente, em Roma em março de 2007 e em Washignton em setembro de 2007.

Relações mais próximas entre Roma e Moscou, então, podem ter implicações também para a vida litúrgica e cultural da Igreja do Ocidente. Poderia haver uma renovação da arte e cultura Cristã, assim como da Fé.

Tudo isso estava em jogo na silenciosa reunião entre o Arcebispo Hilarion e o Papa Bento XVI na tarde de sexta-feira, no palácio de Castel Gandolfo.

Tradução: Apostolado N. Sra. do Bom Conselho.

Caros leitores, Salve Maria!

Nós do Apostolado Nossa Senhora do Bom Conselho disponibilizaremos esporadicamente, a partir de hoje, folhetos imprimíveis* que auxiliem na formação seja doutrinal, moral ou mesmo espiritual dos que assim bem se aproveitarem de nossa colaboração.

Começamos disponibilizando o folheto “Método de assistir à Santa Missa pela meditação da Paixão”, com texto de S. Pedro Julião Eymard, no qual se pode acompanhar passo-a-passo à Missa segundo o Rito Tridentino (Forma Extraordinária do Rito Romano) em parelelo com as estações da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. O arquivo está organizado de forma que as páginas pares sejam impressas no verso das páginas impares (1/2, 3/4 e 5/6).

Esperamos que seja proveitoso a todos.

*via rapidshare

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