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	<title>Mater Boni Consilii</title>
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		<title>Singularidade e estranheza</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Mar 2011 00:52:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Em meados do século XI ia São Hugo, bispo de Grenoble, fazendo a necessária visita apostólica de sua diocese a pé, por devoção e penitência. Foi preciso que o santo bispo fosse aconselhado por outro santo para que passasse a fazer a tal visita a cavalo. São Bruno, fundador da ordem Cartuxa, comumente lembrado pela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=215&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://materboniconsilii.files.wordpress.com/2011/03/the_three_stooges_image1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-216" title="The Three Stooges image" src="http://materboniconsilii.files.wordpress.com/2011/03/the_three_stooges_image1.jpg?w=197&#038;h=240" alt="" width="197" height="240" /></a>Em meados do século XI ia São Hugo, bispo de Grenoble, fazendo a necessária visita apostólica de sua diocese a pé, por devoção e penitência. Foi preciso que o santo bispo fosse aconselhado por outro santo para que passasse a fazer a tal visita a cavalo. São Bruno, fundador da ordem Cartuxa, comumente lembrado pela austeridade e rigor, foi quem se pôs a aconselhar assim a São Hugo. Sem contar a grande fadiga desnecessária que uma tal viagem o faria, São Bruno assim falou para que se fizesse, pois todos os demais bispos, por praticidade e costume, faziam seus respectivos percursos a cavalo, e ele deveria evitar a singularidade.</p>
<p style="text-align:justify;">É certo e querido por Deus que o católico demonstre por seu vestir e agir a sua Fé, mas seguindo o conselho de São Bruno, a singularidade deve ser evitada. Como é bom ver que muitos ainda não correm a esconder seus crucifixos, seus escapulários, camisetas com temas católicos, ou mesmo as cadeias da consagração a Santíssima Virgem; são silenciosos testemunhos de nossa filiação a Deus. Mas se por um lado não devemos cair no erro do respeito humano, escondendo os símbolos e atitudes próprias de nossa Fé, por outro se deve evitar o exagero que causa a singularidade e estranheza.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-215"></span>Não é raro vermos leigos de sincera devoção portando cruzes peitorais de dar inveja a cardeais, e muito particularmente no meio “tradicionalista” jovens pós-conciliares, pós-modernos, pós-MTV, que caso encontrassem para vender logo comprariam sua cartola para fazer conjunto com o nonóculo, a bengala e seus sapatos bicolores lustrados por um pivete qualquer da praça central. Monsenhor Lefebvre mesmo, vendo que muitos jovens se aproximavam da defesa da Missa Tridentina por questões fúteis, dizia “a Tradição não é uma questão de renda”.</p>
<p style="text-align:justify;">Certamente Deus, que em sua infinita sabedoria tira o bem do mal, é capaz de atrair almas para si por detalhes que podem parecer secundários ou insignificantes, mas não há Fé que resista fundada num bordado delicado. A atenção que o católico deve dar ao seu agir e vestir modesto, com o cuidado de não se fazer vítima das modas, deve ao mesmo tempo ser um esforço para não fugir à realidade e passar a fantasiar-se no dia-a-dia, ou de fazer-se parecer com um profeta errante na era da informática.</p>
<p style="text-align:justify;">Difícil seria tratar de forma geral das questões que afetam o agir com estranheza, pois é algo que varia segundo os casos, sendo um problema de consciência (ou pura psicologia, do qual em sua maioria as pessoas não são culpáveis); quanto ao vestir-se com singularidade, no entanto, podemos apresentar a regra simples de São Francisco de Sales: &#8220;Guarda-te cuidadosamente das vaidades e afetações, das curiosidades e das modas levianas. Observa as regras da simplicidade e modéstia, que são indubitavelmente o mais precioso ornamento da beleza e a melhor escusa da fealdade&#8230; para mim eu desejava que uma pessoa devota fosse sempre a mais bem vestida duma reunião, mas a menos pomposa e afetada, e que fosse ornada, como se lê nos Provérbios de graça, de decência e dignidade&#8221; (São Francisco de Sales &#8211; Filotéia &#8211; págs.290 e 291).</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Por Gustavo V. de Andrade</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/materboniconsilii.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/materboniconsilii.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/materboniconsilii.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/materboniconsilii.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/materboniconsilii.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/materboniconsilii.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/materboniconsilii.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/materboniconsilii.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/materboniconsilii.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/materboniconsilii.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/materboniconsilii.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/materboniconsilii.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/materboniconsilii.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/materboniconsilii.wordpress.com/215/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=215&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O caniço e o Sarney</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Mar 2011 13:46:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">“Que foste ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?” Pergunta Nosso Senhor aos seus discípulos acerca de São João Baptista. As Sagradas Escrituras ainda nos relatam, através dos santos evangelistas, que não nasceu de ventre de mulher homem maior do que o último profeta da Antiga Aliança. Por que Nosso Senhor se refere assim ao maior de todos os homens? São João Baptista não era um caniço agitado pelo vento das ocasiões. Sua fé firme não se deixava abater pelas novidades e pelas circunstâncias. O homem-caniço, por seu turno, é aquele que se adequa ao momento. É o sujeito casuista que não titubeia em mudar de posição, se essa mudança o favorece. Conclui-se, portanto, que o maior homem de todos os tempos certamente não seria um político, e mais certo ainda, não seria político brasileiro. Aqui só temos políticos-caniço &#8211; a notícia é de domínio público e quase cultural. São agitados pelos ventos das ocasiões e “governabilidades” com a finalidade de se garantir o aprimoramento das instituições e blá, blá, blá.</p>
<p style="text-align:justify;">Na lógica politiqueira, que não combina com a fidelidade, para possibilitar as mudanças e as “reformas necessárias” é premente, também, espezinhar a ética e surrupiar a consciência. Devido a essas incertezas e maleabilidades dogmatáticas dos parlamentares, já virou uma espécia de crítica necessária bradar contra a classe política e seus desmandos. Denunciar seu encastelamento burocrático onde se engendram a si mesmo num maquinário onde a corrupção é a graxa necessária da sujeira que faz a indústria política moer. E moem nestas tristes moendas para revelar ante os nossos olhos atônitos a crise moral sem precedentes que há na história desse país. Moem os desvalidos da riqueza e da pobreza. Alimentam a miséria moral dos ricos e justificam a miséria miserável dos pobres que até mesmo da moral e bons costumes são privados.</p>
<p><span id="more-211"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Por certo a solução das mazelas da sociedade brasileira não está nos homens-caniços da política, bem diferentes do maior homens de todos, frise-se. Não se pode por a esperança nessa calhorda que ainda, custando o que custar, fazem mais graça do que qualquer humor escrachado e leviano de nossa triste televisão brasileira. Não é o político que forma o povo. Quem forma o povo é a Igreja! É ela quem tem autoridade para formar a sociedade e não seria exagero afirmar que a anarquia social que estamos vivendo é fruto da Igreja Católica no Brasil, em muitos locais, não ensinar mais as verdades eternas ou ensinar de maneira tíbia. Vide as <em>Campanhas da Fraternidade</em> que se preocupam mais com os homens do que com Deus. Para não enfadar demasiado, deixemos essa análise para outra ocasião e voltemos aos caniços, digo, aos políticos.</p>
<p style="text-align:justify;">Em Brasília há um verdadeiro campo de caniços comandados pelo caniço-mor, o nosso mui honrado e imortal José Sarney. A república do Brasil, regime próprio para homens casuistas e amalandrados, parece que foi feita para ele. Imagino que a história política deste páis foi sendo construída para dizer: Sarney, eis-me aqui! Quando se escuta a palavra Brasília, ouve-se ao longe&#8230; S A R N E Y&#8230; quase como um ruído fantasmagórico. E praticamente desde seu fundamento até hoje o fantasma de Sarney ronda as esplanadas e a praça dos poderes.</p>
<p style="text-align:justify;">No exemplo de estadista brasileiro eis como a palavra relativo se encaixa: Com a ARENA, dos militares, estava Sarney. Na redemocratização ele encarnou o espírito da nova república. Logo após, sempre pronto a aliar-se aos governos que se sucederam. Com Fernando Henrique, o comunista de universitè, lá estava o imortal dando sombra a seus intentos. Com o Lula, o comunista de cachaças e churrascos, lá estava imponente o espectro dos seus inconfundíveis bigodes. Com a mulher, a Rousseff, mais uma vez ele limpa os tapetes para o “puder” passar. Talvez até tenha encontrado um parentesco na Hungria. Não há caso de corrupção ou escândalo que o possa derrubar, não há democracia ou ditadura, cara-pintada ou monarquista. Ele nasceu para isso! Nasceu para ser serpente; dessas que sibilam em locas escuras e perigosas e que não escondem sua perversidade quando as vítimas saem indefesas na calada da noite. Serpente obscura do triste povo brasileiro. Dono do poder e razão de nossa república. Tirano do invisível. Engenheiro da sordidez humana. Caniço agitado pelo vento. Ele nunca estará no deserto, posto que não sabe o valor do deserto. Morrerá um dia nas plumas ilusórias do poder, pois com a vida não há democracia nem conchavos políticos, e nesse dia, inimigos e amigos chorarão sua morte. Sua última honra será a mentira: FOI UM GRANDE POLÍTICO BRASILEIRO. Dessa pataquada onde certamente não há lugar para grandes homens, como o foi São João Baptista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por Antônio Manuel</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/materboniconsilii.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/materboniconsilii.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/materboniconsilii.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/materboniconsilii.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/materboniconsilii.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/materboniconsilii.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/materboniconsilii.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/materboniconsilii.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/materboniconsilii.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/materboniconsilii.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/materboniconsilii.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/materboniconsilii.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/materboniconsilii.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/materboniconsilii.wordpress.com/211/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=211&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O padre largou a batina</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 13:49:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Hábito]]></category>

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		<description><![CDATA[O falso princípio igualitário da Revolução Francesa penetrou sutilmente na Igreja a partir do Concílio Vaticano II provocando uma confusão de identidade que acabou gerando uma crise de pastoralidade na Igreja. Os bispos não respeitam o Papa; os padres não respeitam os bispos; os fiéis não ouvem mais o padre. Se todos somos iguais, quem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=204&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://materboniconsilii.files.wordpress.com/2011/02/walkinginbarcelona19001.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-206" title="WalkinginBarcelona1900" src="http://materboniconsilii.files.wordpress.com/2011/02/walkinginbarcelona19001.jpg?w=300&#038;h=237" alt="" width="300" height="237" /></a>O falso princípio igualitário da Revolução Francesa penetrou sutilmente na Igreja a partir do Concílio Vaticano II provocando uma confusão de identidade que acabou gerando uma crise de pastoralidade na Igreja. Os bispos não respeitam o Papa; os padres não respeitam os bispos; os fiéis não ouvem mais o padre. Se todos somos iguais, quem é esse Papa que veio dizer o que devo fazer e o que não devo? Devemos antes dialogar para chegarmos a um consenso, pois todos indistintamente são possuidores de uma dignidade que os habilitam na construção da verdade universal. Essa é a tônica atual da crença que se estabeleceu na sociedade cristã e que em última análise está desembocando na apostasia em massa dos católicos.</p>
<p style="text-align:justify;">Um símbolo que é a materialização da aversão à igualdade, sem sombra de dúvida, é a vestimenta negra dos que vergaram a morte para o mundo. A batina simboliza a túnica de Cristo e é uma nota de dignidade e distinção para aqueles que escolheram uma vida mais perfeita e penitente. A batina lembra ao padre sua condição de sacerdote e exterioriza seus atos à vida religiosa. Por sua vez, na condição de sacerdote, não usar a batina é indício de desobediência e espírito igualitário, nos moldes revolucionários. Quando não, ignorância do que se teria o dever de saber.</p>
<p><span id="more-204"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Para infelicidade desse rebanho católico tão disperso nos dias modernos, o pastor parece querer deixar de ser pastor e quer se igualar às ovelhas. O padre largou a batina e passou a usar calça jeans e bermudão. O sinal da vestimenta refletiu na crença, de modo que o sacerdote passou a ser mundano. Hábitos mundanos, linguajar mundano, escravidão mundana. O soldado largou a farda e perdeu a noção da guerra. Não identifica o inimigo onde está e se deixa metralhar invisivelmente pelo demônio dissimulado do mundo moderno.</p>
<p style="text-align:justify;">Creio que o simples gesto do abandono da batina causou e vem causando uma catástrofe espiritual terrificante na alma dos católicos. O padre é diferente do leigo comum. Em sua alma há impresso um caráter indelével, que qualquer que seja sua condição, estará presente como marca definitiva. Até mesmo no inferno, o padre é <em>sacerdos in aeternum</em>! Essa marca, como de costume na Igreja, sempre foi acompanhada pelo sinal externo da vestimenta que diferencia uma condição de vida de outra. O padre é diferente. O padre é o Coração do amor de Cristo, como disse o Pe. Vianey.</p>
<p style="text-align:justify;">A seguir expomos <em>ipsis litteris</em> a colocação do Padre Jaime Tovar Patrón[1] em respeito às excelências do uso da batina para sintetizar no limite desse trabalho algumas de suas benesses:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>1ª RECORDAÇÃO CONSTANTE DO SACERDOTE</em></strong><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Certamente que, uma vez recebida a ordem sacerdotal, não se esquece facilmente. Porém um lembrete nunca faz mal: algo visível, um símbolo constante, um despertador sem ruído, um sinal ou bandeira. O que vai à paisana é um entre muitos, o que vai de batina, não. É um sacerdote e ele é o primeiro persuadido. Não pode permanecer neutro, o traje o denuncia. Ou se faz um mártir ou um traidor, se se chega a tal ocasião. O que não pode é ficar no anonimato, como um qualquer. E logo quando tanto se fala de compromisso! Não há compromisso quando exteriormente nada diz do que se é. Quando se despreza o uniforme, se despreza a categoria ou classe que este representa. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><br />
<strong>2ª PRESENÇA DO SOBRENATURAL NO MUNDO</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Não resta dúvida de que os símbolos nos rodeiam por todas as partes: sinais, bandeiras, insígnias, uniformes&#8230; Um dos que mais influencia é o uniforme. Um policial, um guardião, é necessário que atue, detenha, dê multas, etc. Sua simples presença influi nos demais: conforta, dá segurança, irrita ou deixa nervoso, segundo sejam as intenções e conduta dos cidadãos.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Uma batina sempre suscita algo nos que nos rodeiam. Desperta o sentido do sobrenatural. Não faz falta pregar, nem sequer abrir os lábios. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>As relações da alma com Deus não são exclusivas do templo. Muita, muitíssima gente não pisa na Igreja. Para estas pessoas, que melhor maneira de lhes levar a mensagem de Cristo  do que deixar-lhes ver um sacerdote consagrado vestindo sua batina? Os fiéis tem lamentado a dessacralização e seus devastadores efeitos. Os modernistas clamam contra o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois se queixam de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e se queixam de frio. Não há dúvidas: o &#8220;desbatinamento&#8221; ou &#8220;desembatinação&#8221; leva à dessacralização.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>3ª É DE GRANDE UTILIDADE PARA OS FIÉIS</em></strong><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O sacerdote o é não só quando está no templo administrando os sacramentos, mas nas vinte e quatro horas do dia. O sacerdócio não é uma profissão, com um horário marcado; é uma vida, uma entrega total e sem reservas a Deus. O povo de Deus tem direito a que o auxilie o sacerdote. Isto se facilita se podem reconhecer o sacerdote entre as demais pessoas, se este leva um sinal externo. Aquele que deseja trabalhar como sacerdote de Cristo deve poder ser identificado como tal para o benefício dos fiéis e melhor desempenho de sua missão.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>4ª SERVE PARA PRESERVAR DE MUITOS PERIGOS</em></strong><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A quantas coisas se atreveriam os clérigos e religiosos se não fosse pelo hábito! Esta advertência, que era somente teórica quando a escrevia o exemplar religioso Pe. Eduardo F. Regatillo, S.I., é hoje uma terrível realidade.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Primeiro, foram coisas de pouca monta: entrar em bares, lugares de recreio, diversão, conviver com os seculares, porém pouco a pouco se tem ido cada vez a mais.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Os modernistas querem nos fazer crer que a batina é um obstáculo para que a mensagem de Cristo entre no mundo. Porém, suprimindo-a, desapareceram as credenciais e a mesma mensagem. De tal modo, que já muitos pensam que o primeiro que se deve salvar é o mesmo sacerdote que se despojou da batina supostamente para salvar os outros.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Deve-se reconhecer que a batina fortalece a vocação e diminui as ocasiões de pecar para aquele que a veste e para os que o rodeiam. Dos milhares que abandonaram o sacerdócio depois do Concílio Vaticano II, praticamente nenhum abandonou a batina no dia anterior ao de ir embora: tinham-no feito muito antes.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>5ª AJUDA DESINTERESSADA AOS DEMAIS</em></strong><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O povo cristão vê no sacerdote o homem de Deus, que não busca seu bem particular se não o de seus paroquianos. O povo escancara as portas do coração para escutar o padre que é o mesmo para o pobre e para o poderoso. As portas das repartições, dos departamentos, dos escritórios, por mais altas que sejam, se abrem diante das batinas e dos hábitos religiosos. Quem nega a uma monja o pão que pede para seus pobres ou idosos? Tudo isto está tradicionalmente ligado a alguns hábitos. Este prestígio da batina se tem acumulado à base de tempo, de sacrifícios, de abnegação. E agora, se desprendem dela como se se tratasse de um estorvo?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>6ª IMPÕE A MODERAÇÃO NO VESTIR</em></strong><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A Igreja preservou sempre seus sacerdotes do vício de aparentar mais do que se é e da ostentação dando-lhes um hábito singelo em que não cabem os luxos. A batina é de uma peça (desde o pescoço até os pés), de uma cor (preta) e de uma forma (saco). Os arminhos e ornamentos ricos se deixam para o templo, pois essas distinções não adornam a pessoa se não o ministro de Deus para que dê realce às cerimônias sagradas da Igreja.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Porém, vestindo-se à paisana, a vaidade persegue o sacerdote como a qualquer mortal: as marcas, qualidades do pano, dos tecidos, cores, etc. Já não está todo coberto e justificado pelo humilde hábito religioso. Ao se colocar no nível do mundo, este o sacudirá, à mercê de seus gostos e caprichos. Haverá de ir com a moda e sua voz já não se deixará ouvir como a do que clamava no deserto coberto pela veste do profeta vestido com pêlos de camelo.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>7ª EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA AO ESPÍRITO E LEGISLAÇÃO DA IGREJA</em></strong><em></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Como alguém que tem parte no Santo Sacerdócio de Cristo, o sacerdote deve ser exemplo da humildade, da obediência e da abnegação do Salvador. A batina o ajuda a praticar a pobreza, a humildade no vestiário, a obediência à disciplina da Igreja e o desprezo das coisas do mundo. Vestindo a batina, dificilmente se esquecerá o sacerdote de seu importante papel e sua missão sagrada ou confundirá seu traje e sua vida com a do mundo.</em>[2]<a href="/Documents%20and%20Settings/Guga/Meus%20documentos/Downloads/O%20padre%20largou%20a%20batina.doc#_ftn2"></a></p>
<p style="text-align:justify;">Vale destacar que o rol supra mencionado não é taxativo e sempre há possibilidade de se somar sempre mais uma excelência da veste talar tão honrosa para um sacerdote.</p>
<p style="text-align:justify;">Por fim, lembremos do ditado que diz que o hábito não faz o monge. Se o hábito não faz, muito menos a calça jeans. É de supor que o padre não deve ser apenas o padre externo de batina e sem Cristo no coração. O padre tem que ser inteiro. Dizer um sim inteiro para Deus. Vestir-se para Deus, desprezar o mundo, desprezar a veste secular que passa na velocidade da moda. Vestir-se de Deus. Cingir-se de santidade! Que o santo Cura D´ars interceda pelos sacerdotes do Deus Altíssimo. Que se vistam da coragem santa de serem identificados como padres, não apenas no altar na hora da missa, mas em todos os momentos de sua vida, até a morte.</p>
<div style="text-align:justify;">Por</div>
<div style="text-align:justify;">Antônio Manuel da Silva Filho</div>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">[1] Padre Jaime Tovar Patrón, coronel capelão, ocupou importantes responsabilidades no Vicariato Castrense. Oriundo de Extremadura, Espanha, foi grande orador sacro. Autor do livro Los curas de la Cruzada, autêntica enciclopédia dos heróicos sacerdotes que desenvolveram seu trabalho pastoral entre os combatentes da gloriosa Cruzada de 1936. É, ademais, uma história do sacerdócio castrense. Faleceu em janeiro de 2004.</p>
<p style="text-align:justify;">[2] <strong>Pe. Jaime Tovar Patrón</strong> - <em>&#8220;</em><strong><em>Excelências da batina</em></strong><em>&#8221; </em> MONTFORT Associação Cultural <em>http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&amp;subsecao=igreja&amp;artigo=excelencias_batina&amp;lang=bra</em><em> </em> Online, 15/11/2010 às 19:37h</p>
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	</item>
		<item>
		<title>OS MISTÉRIOS DO ROSÁRIO (I)</title>
		<link>http://materboniconsilii.wordpress.com/2011/02/25/os-misterios-do-rosario-i/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 11:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rosário]]></category>
		<category><![CDATA[Devoção]]></category>
		<category><![CDATA[Nossa Senhora]]></category>

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		<description><![CDATA[PREFÁCIO Por Dom Raymond Thibaut, O.S.B. Abadia de Maredsous, Bélgica Se Cristo Jesus é o Filho de Deus por Seu eterno e inefável nascimento no seio do Pai, Ele é também Filho do Homem por seu nascimento temporal no ventre de uma mulher. Essa mulher é Maria; mas ela é também uma Virgem. É dela, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=197&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>PREFÁCIO</strong></p>
<p style="text-align:center;">Por Dom Raymond Thibaut, O.S.B.<br />
Abadia de Maredsous, Bélgica</p>
<p style="text-align:justify;">Se Cristo Jesus é o Filho de Deus por Seu eterno e inefável nascimento no seio do Pai, Ele é também Filho do Homem por seu nascimento temporal no ventre de uma mulher.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa mulher é Maria; mas ela é também uma Virgem. É dela, e só dela, que Cristo assumiu Sua natureza humana. É a ela que Ele deve Sua natureza de Filho do Homem. Ela é realmente a Mãe de Deus. Por essa razão Maria ocupa, no Cristianismo, uma posição única, excelsa e essencial. Assim como a realidade de Cristo como “Filho do Homem” não pode ser separada daquela de “Filho de Deus”, também Maria está unida a Jesus; na verdade, a Virgem Maria participa do mistério da Encarnação por reivindicação da própria essência do mistério.</p>
<p style="text-align:justify;">Por isso a Virgem Maria é associada por laços tão íntimos com a economia fundamental do mistério Cristão, e, conseqüentemente, com nossa vida sobrenatural, aquela Vida Divina que nos vem por meio de Cristo, o Deus-homem, e que nos vem por Cristo enquanto Deus, mas pelo instrumento de Sua natureza Humana. Como Jesus, cada um de nós também deveria ser um “Filho de Deus” e “Filho de Maria”. Ele é ambas as coisas em perfeição. Se quisermos praticar a Sua imitação em nós, devemos da mesma forma, então, possuir tais características.</p>
<p><span id="more-197"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Nossa piedade não será realmente Cristã se não incluir à Mãe do Verbo Encarnado. A devoção à Virgem Santíssima não é só importante, mas essencial, se quisermos experimentar com abundância da fonte da Vida Divina. Separar Cristo de Sua Mãe em nossa devoção é igual a dividir Cristo. Fazer isso é perder de vista o papel essencial de Sua humanidade na dádiva da graça Divina. Quando a Mãe é abandonada, o Filho não é mais compreendido. Não foi esse o destino dos protestantes? Pela rejeição da devoção a Maria sob o pretexto de preservar a dignidade do único Mediador, não acabaram eles perdendo até mesmo a fé na Divindade do próprio Cristo? Se Cristo Jesus é nosso Salvador, ou Mediador, ou nosso irmão mais velho, visto que Ele assumiu nossa natureza humana, como poderemos amá-Lo verdadeiramente e praticar à Sua imitação se não tivermos uma especial devoção por aquela da qual Ele recebeu Sua natureza humana?</p>
<p style="text-align:justify;">Devemos imitar Cristo em todas as coisas; o Verbo Eterno escolheu Maria por Mãe, da mesma forma devemos nós escolher à Virgem por nossa Mãe e ter para com ela uma devoção filial.</p>
<p style="text-align:justify;">Como era esta tal “devoção filial” praticada por Dom Marmion?</p>
<p style="text-align:justify;">“Pela manhã, após a Missa”, ele confidenciou a um de seus discípulos, “quando tenho Jesus em meu coração, apresento-me à Virgem Santíssima com o propósito de consagrar-me a ela, e digo: ‘Eis o seu Filho’. Ó Virgem Maria, eu sou filho seu; e também participo do sacerdócio de Jesus; portanto, aceite-me como outrora aceitou a Jesus. Sou indigno de sua generosidade; no entanto, sou membro do Corpo Místico de seu Divino Filho. E Ele mesmo nos disse, ‘O que fizerdes ao menor dos meus irmãos, a mim o fazeis’. Eu sou um dos menores irmãos; recusar-me seria recusar ao próprio Jesus”.</p>
<p style="text-align:justify;">Dom Marmion insistia que cada um deveria determinar para si mesmo a prática de piedade mais adequada para expressar sua confiança na Mãe de Jesus e sua reverência e amor por ela, dizia ainda que não é preciso sobrecarregar-se com tais práticas, mas é de suma importância permanecer fiel às que selecionar. Em seu próprio caso, além da auto-oblação feita toda manhã após a Missa e da recitação do Ângelus, ele era muito devoto do Rosário.</p>
<p style="text-align:justify;">“No Rosário”, ele escreveu, “honramos Maria de modo inseparável de seu Filho; repetimos amavelmente e sem cessar à saudação do mensageiro celeste da Encarnação; contemplamos a Cristo no ciclo completo de seus mistérios a fim de nos unirmos a Ele; felicitamos à Virgem Maria em sua íntima união com esses mistérios, e damos graças à Santíssima Trindade no ‘Glória’ por todos os privilégios da Mãe de Jesus”.</p>
<p style="text-align:justify;">“Se alguma vez eu chegar ao fim de um dia sem ter rezado o Rosário”, ele costumava afirmar, “confesso que me sentiria profundamente desapontado. Algumas pessoas dizem: ‘O Rosário é uma coisa para mulheres e crianças’. Concordo. Mas o que diz Nosso Senhor? &#8212; e aqui sua voz ganhava um tom de grande seriedade &#8212;: ‘Ao menos que sejam como criancinhas, não entrareis no Reino dos Céus’. &#8212; e de minha parte quero ir para lá!&#8230;”.</p>
<p style="text-align:justify;">Dentre as muitas páginas que Dom Marmion consagrou aos mistérios de Cristo selecionamos as seguintes com o único propósito de ajudar às almas devotas a melhor recitarem o Rosário.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.ewtn.com/library/Prayer/MYSTROSA.HTM">http://www.ewtn.com/library/Prayer/MYSTROSA.HTM</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/materboniconsilii.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/materboniconsilii.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/materboniconsilii.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/materboniconsilii.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/materboniconsilii.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/materboniconsilii.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/materboniconsilii.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/materboniconsilii.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/materboniconsilii.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/materboniconsilii.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/materboniconsilii.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/materboniconsilii.wordpress.com/197/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/materboniconsilii.wordpress.com/197/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/materboniconsilii.wordpress.com/197/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=197&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A receita da felicidade</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 11:05:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Cartuxo]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>

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		<description><![CDATA[<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=195&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://materboniconsilii.wordpress.com/2011/02/24/a-receita-da-felicidade/"><img src="http://img.youtube.com/vi/OVrDLCvMcOQ/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Um rosto na Paixão da Igreja</title>
		<link>http://materboniconsilii.wordpress.com/2011/02/23/um-rosto-na-paixao-da-igreja/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 22:36:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostolado N. Sra. do Bom Conselho]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Bento XVI]]></category>
		<category><![CDATA[Crise da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Paixão de Cristo]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de um longo período, tendo retomado as atividades presenciais do Apostolado Nossa Senhora do Bom Conselho, esperamos devolver também este blog à vida, com a graça de Deus. Iniciamos então esta nova série de postagens com artigo publicado na edição de número 20 da revista do Círculo Católico de Pernambuco. Um rosto na Paixão da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=159&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Depois de um longo período, tendo retomado as atividades presenciais do Apostolado Nossa Senhora do Bom Conselho, esperamos devolver também este blog à vida, com a graça de Deus. Iniciamos então esta nova série de postagens com artigo publicado na edição de número 20 da revista do Círculo Católico de Pernambuco.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><br />
</em></p>
<h2 style="text-align:center;"><strong>Um rosto na Paixão da Igreja</strong></h2>
<p style="text-align:justify;">O coração da Igreja é a Eucaristia, <em>quae sub his figúris vere látitas</em>, sob cujas aparências oculta-se a Divindade, e que para todos os seus membros pulsa esse sangue de mistério. Assim, a santidade da Igreja é velada. Tal qual a Cruz, Ela é para uns escândalo, para outros loucura. Não bastasse a dificuldade natural de enxergar à divindade da Igreja, em si apenas superada com a graça divina pela virtude da Fé, há ainda aquela multidão dos que trabalham para sepultá-la sob a sujeira e a imundície, sob a escuridão e a idolatria. E triste é constatar que uma boa parte desses agentes da perdição, em particular aqueles cujos atos são os mais destrutivos e perversos e que mais clamam pela ira divina, são justamente aqueles que deveriam servir à causa da Cruz, que têm morada no seio da Igreja de Cristo.</p>
<p><span id="more-159"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Na Catedral de São Patrício, em Nova York, em sua visita aos EUA no ano de 2008 o Papa Bento XVI contemplando às janelas de vitrais descritivos disse que “Vistas de fora, estas janelas parecem escuras, pesadas e até tétricas. Mas quando se entra na igreja, elas repentinamente adquirem vida; refletindo a luz que as atravessa, revelam todo o seu esplendor”. E segue utilizando a imagem dos vitrais para ilustrar o mistério da própria Igreja,  “É somente a partir de dentro, da experiência de fé e de vida eclesial que vemos a Igreja como verdadeiramente é:  cheia de graça, resplandecente de beleza e adornada com os múltiplos dons do Espírito. Daqui resulta que nós, que levamos a vida da graça na comunhão da Igreja, somos chamados a atrair todas as pessoas para dentro deste mistério de luz”. É a luz da Verdade que ilumina nossas inteligências e faz-nos contemplar à santidade de Jesus, que é a mesma da Igreja., dentro da qual exclusivamente acontece essa “experiência de fé”.</p>
<p style="text-align:justify;">Nuvens escuras, no entanto, nos bloqueiam a luz. Tais nuvens querem nos habituar às trevas, pois qual será o medo do fíel católico em abandonar à Igreja, se se lhe parece servir a mesma escuridão do mundo? Uma coisa, porém, não nos podemos esquecer: a Igreja foi fundada por Jesus Cristo Nosso Senhor; é Ela mesma Seu Corpo Místico.</p>
<p style="text-align:justify;">A Igreja nada poderia viver se não fosse vivido pelo próprio Cristo. Foram grandes os mistérios de gozo e luta da Igreja pelos séculos, tais quais os de Nosso Senhor em vida sobre a Terra. Mas chegando em sua última semana, Aquele que acusava os erros dos fariseus e que a todos guiava para a luz, para tornar-se fonte de salvação, parecia deixar os eventos passarem diante de seus olhos; não mais interrogava, apenas respondia, quando não de todo silenciava. Em sua última semana mostrou-se como o verdadeiro Cordeiro de Deus, com seu crescente recolhimento fez a oblação de si mesmo, preparou-se para ser imolado. “É certo, diz Marie-Dominique Philippe OP, fundador da Comunidade São João, que o Concílio Vaticano II, ao decidir não condenar a ninguém, nos faz entrar de uma maneira toda nova no mistério da caridade fraterna. É a Igreja que é posta na cruz, que aceita viver o mistério da Agonia, é a Igreja que aceita ser o grão de trigo que cai sobre o solo e que morre para salvar a humanidade de hoje”. No século passado, então, a Igreja pareceu entrar em sua última semana.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando Cristo subiu ao Gólgota onde estavam os apóstolos? Com a excessão de São João, haviam fugido. Onde estavam aqueles mesmos que o haviam recebido com os ramos em mãos? Uns agora gritavam para o Messias descer da cruz, e provar-lhes que era verdadeiramente Deus, outros certamente fugiram com medo, e uns outros tantos restaram indiferentes. Junto à Santíssima Virgem (<em>Stabat Mater</em>), estava apenas São João, o discípulo amado.</p>
<p style="text-align:justify;">E como sofria aquele a quem amava Jesus!</p>
<p style="text-align:justify;">São João não entregou-se ao desespero, nem ao orgulho, nem juntou-se aos verdugos do Salvador. Certamente pequena não foi a dor que cortou-lhe o coração. Mas não perdeu a Fé.</p>
<p style="text-align:justify;">Desde o “século das luzes”, se fortifica a tempestade de nuvens negras que agora osbcurece a luz da Verdade. “A luz resplandeceu nas trevas, mas as trevas não a compreenderam”. E de forma mais acelerada, desde o século XIX, vemos a perda da relevância política da Igreja, e dos valores eternos, dos quais é Ela guardiã, chegando ao escarnio público (como pudemos presenciar muito claramente nas nossas eleições presidenciais de 2010); a cultura moderna, definitivamente, não é mais uma cultura cristã.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas não bastasse a oblação que a Igreja faz de si mesma, muitos são aqueles que cravam-Lhe espinhos com a ignominia de seus escândalos sem fim.</p>
<p style="text-align:justify;">Como crer numa Igreja onde tão constantemente parecem triunfar bandidos e saqueadores? Simples. Da mesma forma que cremos num Deus que se fez homem; num Deus humanado que morreu nu, pregado a uma cruz, desfigurado, coberto de sangue, suor e escarros, que exalava o mal odor de nossos pecados.</p>
<p style="text-align:justify;">“O papado não é uma instituição humana”, diz o filósofo francês Fabrice Hadjadj, “É um artigo de fé, porque é a consequência última da Encarnação. O Verbo se fez carne: convém, então, que os fiéis não se unam apenas em torno dos dogmas, mas em torno de um rosto, de uma pessoa ancorada na história, imagem do Cristo em meio a seus apóstolos. Sem esse mistério de vicariato, o cristianismo tende a se desencarnar e transformar-se num vago espiritualismo”. Como se não fora suficiente ter-nos dado a Santa Madre Igreja para perpetuar no mundo a salvação dos homens, Deus deu-nos um pai a quem amar, um mestre ao qual seguir, um rosto para nos confortar; Deus deu-nos o Papa, o doce Cristo na Terra, nos dizeres de Santa Teresa de Jesus.</p>
<p style="text-align:justify;">Hadjadj diz ainda que “ao se fazer carne, o Verbo fez-se capaz de tomar sobre si o sofrimento dos homens. Acontece o mesmo com o papado: não podemos verdadeiramente ferir ou matar um artigo de fé; mas os podemos ferir ou matar no Papa. Essa vulnerabilidade é necessária para manifestar que o cristianismo não se resume à inteligibilidade de um sistema moral, mas que nasce de um encontro livre e dramático com uma Pessoa. Assim os ataques feitos a Bento XVI não fazem mais que melhor o conformar com o Cristo, e permitir aos fiéis de admirá-lo ainda mais como seu Vigário inesperado”.</p>
<p style="text-align:justify;">Se a Igreja vive verdadeiramente sua Paixão o exemplo que nos é dado para resistir na tribulação é aquele de São João. Ele ofereceu juntamente a Maria Santíssima, que ali mesmo ao pé da cruz lhe havia sido dada por Mãe, as dores que o aflingiam, unindo-se ao sacrifício redentor de Nosso Senhor. Isso não deve significar, no entanto, a passividade, ou que se deva compactuar com os algozes de Jesus, mas sim que devemos nos fortalecer na esperança e trabalhar pela vinda do Reino dos Céus, sempre com a Igreja, sempre com o Papa.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Por </em><em>Gustavo V. de Andrade</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/materboniconsilii.wordpress.com/159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/materboniconsilii.wordpress.com/159/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/materboniconsilii.wordpress.com/159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/materboniconsilii.wordpress.com/159/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/materboniconsilii.wordpress.com/159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/materboniconsilii.wordpress.com/159/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/materboniconsilii.wordpress.com/159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/materboniconsilii.wordpress.com/159/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/materboniconsilii.wordpress.com/159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/materboniconsilii.wordpress.com/159/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/materboniconsilii.wordpress.com/159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/materboniconsilii.wordpress.com/159/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/materboniconsilii.wordpress.com/159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/materboniconsilii.wordpress.com/159/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=159&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O MUNDO DOS ESPÍRITOS &#8211; Anjos e Demônios (IV)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 14:10:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Doutrina]]></category>
		<category><![CDATA[O mundo dos espíritos]]></category>
		<category><![CDATA[Anjos]]></category>
		<category><![CDATA[Demônios]]></category>
		<category><![CDATA[Espíritos]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[CAPÍTULO I O MUNDO DOS ESPÍRITOS III – As faculdades dos anjos Chamamos de potências ou faculdades da alma à inteligência e a vontade. São, como se costuma dizer, as duas asas que levam à alma para o alto. O espírito angélico, da mesma forma, possui as duas asas, como de outra forma não poderia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=150&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>CAPÍTULO I</strong></p>
<p style="text-align:center;">O MUNDO DOS ESPÍRITOS</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://materboniconsilii.files.wordpress.com/2009/12/adore.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-151" title="adore" src="http://materboniconsilii.files.wordpress.com/2009/12/adore.jpg?w=300&#038;h=282" alt="" width="300" height="282" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong>III – As faculdades dos anjos</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Chamamos de potências ou faculdades da alma à inteligência e a vontade. São, como se costuma dizer, as duas asas que levam à alma para o alto. O espírito angélico, da mesma forma, possui as duas asas, como de outra forma não poderia ser, pois são o complemento necessário de todo ser espiritual. Nele, elas são mais potentes e velozes, visto que um anjo é um espírito puro. Entre a inteligência e a vontade humana, e a inteligência e a vontade angélica, existe a mesma diferença que entre as asas de um inseto, e as asas de uma majestosa águia.</p>
<p style="text-align:justify;">Nosso conhecimento dos anjos não seria possível senão pela via de comparação com nós mesmos; ao estudarmos a inteligência humana reconheceremos suas imperfeições, e compreenderemos que nos são próprias, poderemos então afastar o pensamento de fazer em nós a inteligência angélica, e só assim conseguiremos com sucesso pensar com certa clarividência, segurança e profundidade.</p>
<p><span id="more-150"></span></p>
<p style="text-align:justify;">O espírito humano está como que adormecido durante a infância; ele se acorda impressionado com as imagens das coisas sensíveis; e, no começo, só lhe é acessível as impressões de prazer e dor. Então a razão desperta: o homem toma consciência de si mesmo, ele adquire a idéia de um bem que não prazer, de um mal que não é uma dor; ele passa ao estado de ser moral. Sua mente começa a se abrir gradualmente, e procura penetrar à verdade em todas as coisas; auxiliado pela aprendizagem social, ele enxerga claramente que, além do mundo material, há um mundo acessível apenas ao pensamento; esse mundo ele se esforça por adentrar, e ali fazer morada. Como esta formação é longa! Como estes questionamentos estão sujeitos ao erro! E mesmo nas concepções que ele laboriosamente adquire sobre as coisas espirituais, o homem acaba por deparar-se com obstáculos aparentemente intransponíveis. Unido a um corpo, seu pensamento necessita de um ponto de referência no mundo sensível para lançar-se no mundo intelectual.</p>
<p style="text-align:justify;">Tais imperfeições não existem na inteligência angélica.</p>
<p style="text-align:justify;">Puro espírito, o anjo não conhece a letargia de um espírito no corpo. Sua inteligência nunca dormiu, nem dormirá: desde o primeiro momento de sua existência, ela produziu seu ato, ela se jogou no esplendor do mundo intelectual, que era seu próprio elemento.</p>
<p style="text-align:justify;">Não houve nos espíritos angélicos a formação intelectual. Deus os deu, juntamente com sua natureza, as idéias-mãe de todas as ciências. E bastava um piscar de olhos para os anjos tomarem posse por completo de um determinado campo da ciência que lhes fosse aberto ao aprofundamento, como basta ao homem um piscar de olhos para estar na eminência de abraçar um vasto horizonte.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso não significa dizer que a ciência de um anjo não pode ser aumentada; mas ela se expande, sem esforços, nos objetos que lhe são apresentados, e que estão ao alcance de sua visão.</p>
<p style="text-align:justify;">Santo Tomás não teme em afirmar que, compreendida em si mesma e em relação a seu objeto, esta ciência está imune a todo erro; porque de uma só vez ela vai ao íntimo do objeto, e o contempla em todas as suas qualidades. Ela não atua de fato por um raciocínio laborioso, mas sim por meio de uma intuição segura de si mesma. Onde pode errar o espírito angélico é apenas em relação às coisas sobrenaturais e divinas que não fazem parte de sua esfera.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, a ciência dos anjos é uma ciência pura, ou seja, livre de qualquer imagem sensível que possa lhe enfraquecer a pureza e o vigor de seu intelecto. O anjo conhece a tudo espiritualmente; ao passo que o homem conhece a tudo materialmente, mesmo as coisas espirituais. A diferença é tremenda, como veremos.</p>
<p style="text-align:justify;">A diferença é tão grande que Santo Tomás diz existir uma distância maior entre o conhecimento de um anjo e a do homem mais sábio do mundo, que a distância que há entre o conhecimento do homem mais sábio do mundo e o do mais ignorante. Comparemos três exemplos: um anjo, Santo Tomás e um iletrado. O anjo estará num grau imensamente mais elevado em relação a Santo Tomás, que o próprio Santo em relação a o iletrado. Poderíamos dar um melhor exemplo da idéia da transcendência da ciência angélica?</p>
<p style="text-align:justify;">Ó Santos Anjos, águias sublimes das montanhas da eternidade, que se banham no esplendor que emana do Verbo, há, no entanto, um dom preferível à vossa ciência, e este dom cabe ao homem como a vós: é a caridade.</p>
<p style="text-align:justify;">Consideremos agora à vontade angelical – A vontade segue à inteligência, e inclina o espírito ao objeto cuja beleza lhe é revelada. A inteligência é tateante, assim como a vontade humana é hesitante; a vemos agarrar-se a um objeto, para depois abandoná-lo; ela é livre, mas sua liberdade é limitada, diminuída pelo impulso das paixões, que nasce do apetite sensual.</p>
<p style="text-align:justify;">Se, como vimos, a inteligência angélica difere da inteligência humana pela prontidão e segurança de seus conceitos, a vontade dos anjos difere da nossa por sua energia e a inabalável tenacidade de suas resoluções.</p>
<p style="text-align:justify;">O anjo é incontestavelmente livre; e sua liberdade é mais clara que a nossa, estando acessível à atração apenas das coisas transcendentes. Ela não experimenta as questiúnculas, essas flutuações, que resultam das tendências opostas que nascem do espírito e da carne.</p>
<p style="text-align:justify;">Estando livre e superiormente livre, o anjo estabelece para si mesmo esta ou aquela meta. Mas ele se determina com uma tal força de vontade, tão absoluta, que sua determinação se torna irrevogável.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas isso não faz do anjo impecável. É um privilégio da natureza divina o de não poder pecar. Todo ser criado pode distanciar-se de seu criador, assim como, pela graça, pode se aperfeiçoar aproximando-se dEle.</p>
<p style="text-align:justify;">Estes conceitos são necessários para esclarecer nosso assunto. Nós iremos em breve discutir o grande drama da queda dos anjos. Mas primeiramente contemplemos o esplendor de sua criação.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:right;">Por Dom Bernard-Marie MARÉCHAUX</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/materboniconsilii.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/materboniconsilii.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/materboniconsilii.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/materboniconsilii.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/materboniconsilii.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/materboniconsilii.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/materboniconsilii.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/materboniconsilii.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/materboniconsilii.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/materboniconsilii.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/materboniconsilii.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/materboniconsilii.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/materboniconsilii.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/materboniconsilii.wordpress.com/150/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=150&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Do dever de vestir-se com modéstia</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 20:34:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostolado N. Sra. do Bom Conselho]]></category>
		<category><![CDATA[Doutrina]]></category>
		<category><![CDATA[modéstia]]></category>
		<category><![CDATA[virtude]]></category>

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		<description><![CDATA[Na lateral direita do blog está disponível um novo arquivo para download. Trata-se do livreto “Do dever de vestir-se com modéstia”, no qual apresentamos, numa série de perguntas e respostas, um resumo dos argumentos a favor da prática de tão esquecida virtude. Assim como o folheto do “Método de assistir à Santa Missa pela meditação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=146&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://materboniconsilii.files.wordpress.com/2009/12/ourlady12.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-174" title="OurLady1" src="http://materboniconsilii.files.wordpress.com/2009/12/ourlady12.jpg?w=88&#038;h=150" alt="" width="88" height="150" /></a>Na lateral direita do blog está disponível um novo arquivo para download. Trata-se do livreto “Do dever de vestir-se com modéstia”, no qual apresentamos, numa série de perguntas e respostas, um resumo dos argumentos a favor da prática de tão esquecida virtude.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim como o folheto do “Método de assistir à Santa Missa pela meditação da Paixão”, o arquivo está organizado de forma que as páginas pares sejam impressas no verso das páginas impares.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/materboniconsilii.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/materboniconsilii.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/materboniconsilii.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/materboniconsilii.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/materboniconsilii.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/materboniconsilii.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/materboniconsilii.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/materboniconsilii.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/materboniconsilii.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/materboniconsilii.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/materboniconsilii.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/materboniconsilii.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/materboniconsilii.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/materboniconsilii.wordpress.com/146/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=146&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma visita virtual à Basílica de São João de Latrão</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 11:52:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Igrejas]]></category>
		<category><![CDATA[São João de Latrão]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o dia 9 de novembro é possível fazer, através do site do Vaticano, uma excelente visita virtual à Basilica de São João de Latrão &#8211; Catedral do Papa e a mais antiga das quatro basílicas maiores. O trabalho foi feito pela Villanova University da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e colocado no site como parte [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=139&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://materboniconsilii.files.wordpress.com/2009/12/sao_joao_latrao_gr.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-166" title="sao_joao_latrao_gr" src="http://materboniconsilii.files.wordpress.com/2009/12/sao_joao_latrao_gr.jpg?w=300&#038;h=202" alt="" width="300" height="202" /></a>Desde o dia 9 de novembro é possível fazer, através do site do Vaticano, uma <a href="http://www.vatican.va/various/basiliche/san_giovanni/vr_tour/index-it.html">excelente visita virtual</a> à Basilica de São João de Latrão &#8211; Catedral do Papa e a mais antiga das quatro basílicas maiores. O trabalho foi feito pela Villanova University da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e colocado no site como parte das celebrações da festa da Dedicação da Basílica. Com zooms e giros de 360 graus para os lados, para cima e para baixo, é possível explorar muitos detalhes da igreja com grande nitidez. Divirtam-se.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/materboniconsilii.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/materboniconsilii.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/materboniconsilii.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/materboniconsilii.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/materboniconsilii.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/materboniconsilii.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/materboniconsilii.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/materboniconsilii.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/materboniconsilii.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/materboniconsilii.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/materboniconsilii.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/materboniconsilii.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/materboniconsilii.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/materboniconsilii.wordpress.com/139/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=139&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Gustavo</media:title>
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			<media:title type="html">sao_joao_latrao_gr</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Sobre a pronúncia do latim</title>
		<link>http://materboniconsilii.wordpress.com/2009/12/18/sobre-a-pronuncia-do-latim/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 21:32:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Latim]]></category>
		<category><![CDATA[Missa Tradicional]]></category>
		<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

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		<description><![CDATA[É bem conhecido no meio católico tradicional o esforço feito pelos papas do início do século XX para que em toda a parte o latim usado em celebrações litúrgicas fosse pronunciado ao modo de Roma. Já no seu Motu Proprio Tra Le Sollecitudine, no qual procurava restaurar o uso do canto gregoriano, que fazia algum [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=materboniconsilii.wordpress.com&amp;blog=7367354&amp;post=131&amp;subd=materboniconsilii&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">É bem conhecido no meio católico tradicional o esforço feito pelos papas do início do século XX para que em toda a parte o latim usado em celebrações litúrgicas fosse pronunciado ao modo de Roma. Já no seu Motu Proprio <em>Tra Le Sollecitudine</em>, no qual procurava restaurar o uso do canto gregoriano, que fazia algum tempo vinha sendo largamente substituído por composições polifônicas renascentistas, o Papa São Pio X escrevia:</p>
<blockquote><p>O texto litúrgico tem de ser cantado como se encontra nos livros aprovados, sem posposição ou alteração das palavras, sem repetições indevidas, sem deslocar as sílabas, sempre de modo inteligível.</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;">O recado parecia dirigir-se especialmente aos franceses, que por causa das peculiaridades da pronúncia do seu idioma nativo, quando estas eram aplicadas ao latim acabavam prejudicando o ritmo e a melodia dos cantos gregorianos e eram necessárias certas adaptações para corrigir esses desvios. É claro que a França, sempre orgulhosa das suas coisas, não se rendeu fácil, e vários movimentos em defesa da pronúnica francesa do latim se ergueram no país. Entre os personagens fiéis ao desejo do papa, se destacou a figura do então Arcebispo de Bourges, Louis Dubois, depois promovido a Cardeal-Arcebispo de Paris, a quem São Pio X escreveu uma carta em 1912, reconhecendo o seu esforço e justificando mais uma vez a sua vontade de que a pronúnica romana fosse usada em todo lugar.<span id="more-131"></span> Diz o papa na carta:</p>
<blockquote><p>Sua carta de 21 de junho passado, como também aquelas que Nós recebemos de um grande número de piedosos e distintos católicos franceses, Nos tem mostrado, para Nossa grande satisfação, que desde a promulgação do Nosso Motu Proprio de 22 de novembro de 1903, sobre a música sacra, um grande zelo tem sido demonstrado nas diversas dioceses francesas para fazer com que a pronúnica da língua latina se aproxime cada vez mais daquela usada em Roma e que, em conseqüência, seja mais perfeita, de acordo com as melhores regras da arte, a execução das melodias gregorianas, trazidas outra vez por Nós à sua antiga forma tradicional. Vossa Excelência mesma, quando ocupava a Sé de Verdun, se engajou nesta reforma e fez algumas proveitosas e importantes regulações para assegurar o seu sucesso. Nós soubemos igualmente, com real satisfação, que esta reforma já está se propagando para muitos lugares e foi introduzida com sucesso em muitas catedrais, seminários, universidades e até mesmo em simples Igrejas rurais. A questão da pronúncia do latim está intimamente ligada à restauração do Canto Gregoriano, sempre presente nos Nosso pensamentos e recomendações desde o início do Nosso pontíficado. O acento e a pronúnica do latim tiveram grande influência na formação rítmica e melódica da frase gregoriana e portanto é importante que essas melodias sejam reproduzidas da forma como elas forma concebidas artisticamente na sua origem. E, por fim, a difusão da pronúncia romana terá a vantagem adicional, como Vossa Excelência bem lembrou, de consolidar cada vez mais o esforço de unidade litúrgica na França, uma unidade a ser realizada pelo feliz retorno à liturgia romana e ao canto gregoriano. Por essa razão, Nós desejamos que o movimento de retorno à pronúncia romana do latim continue com o mesmo zelo e sucesso consolador que marcou o seu progresso até então.</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;">Dezesseis anos mais tarde, foi a vez do Papa Pio XI escrever ao agora Cardeal Dubois de Paris:</p>
<blockquote><p>Nós também muito estimamos o seu plano de impelir a todos os que ficam sob a sua jurisdição a pronunciar o latim mais ao estilo romano. E não satisfeitos, como os Nossos predecessores de feliz memória Pio X e Bento XV, em simplesmente aprovar essa pronúncia do latim, Nós expressamos o mais forte desejo de que todos os bispos de todas as nações a adotem nas celebrações litúrgicas.</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;">Diante dessa vontade claramente expressa pelos papas de que nas cerimônias litúrgicas se adote a pronúnica romana, torna-se interessante que todos os fiéis tradicionais a conheçam. Especialmente no Brasil, que possui o costume largamente difundido das Missas dialogadas, quase excluindo as Missas simplesmente rezadas, os fiéis precisam lidar, a cada Missa, com a pronúncia do latim. Portanto, para a utilidade dos leitores deste blog, passaremos a descrever a seguir como pronunciá-lo de acordo com o jeito romano:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1. AS VOGAIS</strong></p>
<p style="text-align:justify;">- As vogais /a/, /i/ e /u/ não oferecem nenhuma dificuldade, pronunciam-se como no português.</p>
<p style="text-align:justify;">- Já as vogais /e/ e /o/ necessitam de alguma atenção, pois elas devem ser pronunciadas sempre abertas. Assim, por exemplo, a palavra &#8220;Domine&#8221; se diz /<strong>Dó</strong>-mi-né/ e não /<strong>Dô</strong>-mi-nê/, e a palavra &#8220;Deus&#8221; se fala /<strong>Dé</strong>-us/ e não /<strong>Dê</strong>-us/ como no português.</p>
<p style="text-align:justify;">- No latim não existe nasalização de vogais, portanto este é outro cuidado que devemos observar. Por exemplo, &#8220;campus&#8221; se diz /<strong>ká</strong>-m-pus/ e não /<strong>kã</strong>-pus/. Para quem tem o português como língua nativa, evitar as nasalizações talvez seja uma das poucas grandes dificuldades que o latim oferece.</p>
<p style="text-align:justify;">- /ae/ e /oe/ se pronunciam também como um /e/ aberto, exceto quando o acento tônico recair sobre o /e/, como na palavra &#8220;poeta&#8221;, onde a letra /o/ também precisa ser dita.</p>
<p style="text-align:justify;">- Devemos tomar cuidado também com as vogais fantasmas, que são muito comuns na pronúncia do português. Todas as consoantes precisam ser pronunciadas, sem que se enfie uma vogal inexistente na palavra. &#8220;Spiritus&#8221; não é a mesma coisa que &#8220;espiritus&#8221; ou &#8220;ispiritus&#8221;, e &#8220;omnes homines&#8221; é uma expressão que contém duas palavras que deveriam ser pronunciadas de maneira levemente diferente, já que em &#8220;omnes&#8221; não existe nenhuma vogal entre o /m/ e o /n/.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2. AS CONSOANTES</strong></p>
<p style="text-align:justify;">- As consoantes /b/, /f/, /m/, /n/, /p/, /q/ e /v/ pronunciam-se como no português.</p>
<p style="text-align:justify;">- A letra /q/ merece apenas uma pequena observação pois ela sempre vem seguida da vogal /u/, e este /u/ pronuncia-se sempre, mesmo nas sílabas /que/ e /qui/, que se dizem /kué/ e /kui/.</p>
<p style="text-align:justify;">- Já vimos que no latim não existem vogais nasalizadas, portanto o /m/ e o /n/ devem ser bem pronunciados. Expressões como, por exemplo, &#8220;ad Dominum Deum Nostrum&#8221; devem ter o /m/ final de cada palavra bem claro, sem que a vogal que o antecede seja nasalizada.</p>
<p style="text-align:justify;">- O /p/ seguido de /h/ tem som de /f/, como em &#8220;philosophia&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">- /ca/, /co/, /cu/, /ga/, /go/ e /gu/ se falam como no português. Já /ce/, /ci/, /ge/ e /gi/ se dizem /tché/, /tchi/, /djé/ e /dji/.</p>
<p style="text-align:justify;">- O /ch/ tem sempre som de /k/.</p>
<p style="text-align:justify;">- /gn/ tem som de /nh/. &#8220;Agnus&#8221; = /<strong>a</strong>-nhus/.</p>
<p style="text-align:justify;">- Sobre o /d/ e o /t/, primeiramente devemos notar que a maioria dos brasileiros pronuncia as sílabas /ti/ e /di/ como /tchi/ e /dji/. Isso naturalmente precisa ser eliminado da pronúncia latina. Em latim /ti/ e /di/ é /ti/ e /di/, sem nenhum som de espirro. Até porque, como nós vimos, os sons /tchi/ e /dji/, no latim, se escrevem /ci/ e /gi/, e portanto o /t/ e o /d/ não podem ser pronunciados da mesma maneira, sob o risco de causar alguma confusão.</p>
<p style="text-align:justify;">- A sílaba /ti/ também tem uma outra peculiaridade. Quando ela vier seguida de uma vogal e não for antecedida por um /s/, ela se pronuncia /tsi/. Como exemplo, &#8220;gratia&#8221; se diz /<strong>gra</strong>-tsia/, enquanto &#8220;hostia&#8221;, se fala /<strong>hos</strong>-tia/ mesmo. A palavra &#8220;laetitia&#8221; seria portanto pronunciada como /lé-<strong>ti</strong>-tsia/ &#8211; lembre-se que /lé-<strong>ti</strong>-tsia/ não é a mesma coisa que /lé-<strong>tchi</strong>-tsia/.</p>
<p style="text-align:justify;">- O /h/ é mudo, exceto quando vier entre dois /i/, quando ele adquire o som de /k/. &#8220;Mihi&#8221; se lê /<strong>mi</strong>-ki/.</p>
<p style="text-align:justify;">- O /j/ tem som de /i/.</p>
<p style="text-align:justify;">- O /l/ é sempre pronunciado, mesmo que ele não tenha nenhuma vogal depois de si. No português, quando isso acontece, o /l/ vira um /u/. Mas não pode acontecer o mesmo no latim.</p>
<p style="text-align:justify;">- O /r/ não pode ser nunca aquele /r/ aspirado &#8220;carioca&#8221;, como é na maior parte do Brasil. A pronúncia do /r/ deve se fazer sempre vibrando a ponta da língua atrás dos dentes. O /rr/ também se fala vibrando a língua, só que de forma mais forte e prolongada. Acredito que o /r/ deve ser a maior dificuldade na pronúncia do latim para os brasileiros, pelo menos para aqueles que estão acostumados com o /r/ aspirado.</p>
<p style="text-align:justify;">- A letra /s/ se pronuncia como no português. Isso vale inclusive para o fato de que quando esta letra estiver entre vogais, ela também tem som de /z/, como acontece na nossa língua. Dessa forma, por exemplo, a palavra &#8220;miserere&#8221; se diz /mi-zé-<strong>ré</strong>-ré/ &#8211; recorde-se que o /e/ é aberto, não fique dizendo /mi-zê-<strong>rê</strong>-rê/. Mas o /s/ não pode ser &#8220;chiado&#8221;, como é na maior parte do Brasil, deve ser sempre o /s/ sibilado, /s/ de cobra, /s/ paulista, ou seja lá como você conhece este /s/.</p>
<p style="text-align:justify;">- /sce/ e /sci/ tem som de /ché/ e /chi/.</p>
<p style="text-align:justify;">- O /x/ tem sempre o som de /ks/. Mas o /xc/ se pronuncia /kch/, como, por exemplo, em &#8220;excelsis&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">- A consoante /y/, que aparece em algumas palavras de origem grega, se pronuncia como um /i/.</p>
<p style="text-align:justify;">- Por fim, a letra /z/ pode soar como /dz/ quando inicia uma palavra ou /ts/ quando se encontra no meio dela.</p>
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